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Datas Comemorativas

Anivers√°rio de Cuiab√° - Mato Grosso

Iphan
Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.

Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo.

Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá.
Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa.

Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em 1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica.

J√° em 1726, chegou o capit√£o-general governador da Capitania de S√£o Paulo, Rodrigo C√©sar de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1¬ļ de janeiro de 1727, Cuiab√° foi elevada √† categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiab√°.

Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada.

Somente ap√≥s a Guerra do Paraguai e o retorno da navega√ß√£o pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiab√° e Paran√° √© que o munic√≠pio se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse per√≠odo, baseada na produ√ß√£o da cana-de-a√ß√ļcar e no extrativismo. Esse momento produtivo n√£o duraria muito e o munic√≠pio voltou a ficar estagnado, desta vez at√©1930. A partir desta √©poca, o isolamento foi quebrado com as liga√ß√Ķes rodovi√°rias com Goi√°s e S√£o Paulo e a avia√ß√£o comercial. A explos√£o no crescimento deu-se depois da d√©cada de 1950, com a transfer√™ncia da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do pa√≠s.

Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infra-estrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e o turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos.

A origem do nome Cuiab√°
Os bandeirantes eram ex√≠mios em criar e perpetuar nomes pelo sert√£o brasileiro. Muitas vezes os nomes j√° existiam no linguajar ind√≠gena e eram incorporados e adaptados a l√≠ngua portuguesa da √©poca. Exemplo disso temos o termo ‚Äėita‚Äô, que em Tupi-guarani, quer dizer pedra e que foi incorporado a top√īnimos como: Itapeva, Itaparica, entre outros.
Em nosso caso, existem diferentes explica√ß√Ķes para a origem do nome da cidade de Cuiab√°. A mais comum vem do √≠ndio e sua cuia no rio Cuiab√°, at√© a mais complexa da antropologia com o termo Ikuipa transcrevo abaixo algumas origens do termo Cuiab√°.

As Annaes do Senado da C√Ęmara, em sua parte inicial, relatado pelo cronista Barbosa de S√° coloca que:
a) O termo rio Cuiabá tem origem por acharem em margens cabaças produzidas pelos indígenas (gentio) que as transformavam em cuias para uso doméstico.

b) Outra origem vem do nome de uma tribo, que n√£o deixou vest√≠gio, mas foi relatada pelos bandeirantes paulistas Manoel de Campos Bicudo, e seu filho Ant√īnio Borralho de Almada, Jo√£o Leme e seu irm√£o Louren√ßo Leme, Gabriel Antunes e seus irm√£os Ant√īnio Antunes Maciel e Filippe Antunes Maciel, e Pascoal Moreira Cabral ( luso-brasileiros). Pelos portugueses Francisco Xavier, Jo√£o de Farias Taveira e seu filho Jo√£o de Farias.
O livro Cidades de Mato Grosso, origem e significado de seus nomes, traz outra designação:
A origem de Cuiab√° segundo o autor do livro, foi pesquisado pelo professor Brasilides Brites Farina de gram√°tica e sem√Ęntica guarani, da Universidade Nacional de Assun√ß√£o, que afirma que Cuiab√°, vem da corrup√ß√£o dos nomes Kyyaver√°, Cuyav√°, Cuyab√° e finalmente Cuiab√°. Na l√≠ngua guarani significa Lontra Brilhante.
O trabalho bibliogr√°fico, organizado pela Professora de Antropologia Maria de F√°tima Roberto Machado, Diversidade S√≥cio cultural em Mato grosso, procura a origem do nome do rio Cuiab√°, da cidade e adjac√™ncias, dentro da ling√ľ√≠stica da etnia Bor√≥ro, vejamos alguns exemplos:
a) Rio Cuiab√° (trecho com rio S√£o Louren√ßo): Tarig√°ra ‚Äď √Āgua do esp√≠rito que grita.
b) Cuiab√°: Ikuiap√° (ikuia flecha, p√° lugar) ‚Äď Lugar onde se pesca com flecha e arp√£o.
c) C√≥rrego da Prainha: Ikuiebo- √Āgua das estrelas.
d) Rio Coxip√≥: Kujib√≥ ‚Äď rio dos mutuns
Resta por ultimo o imaginário popular da origem a partir do episódio do índio, que estava lavando sua cuia as margens do rio e ao perde-la disse: Cuia que vá, daí virou Cuiabá. Será?

Ruas de Cuiab√°
Minha cidade tem todo tipo de rua que ‚ÄúOc√™ pens√°‚ÄĚ
Do meio, de baixo e de cima.
Rios, córregos e montanhas,
E o famoso ‚ÄúMorro da colina‚ÄĚ.
Parecem feias,
Mas s√£o todas amadas,
Pelo senhor Bom Jesus de Cuiab√°.
N√£o s√£o tortas, disse o poeta.
Mas anguladas como os diamantes
O arco do índio,
Os bordados tropeiros nas redes trançadas.
Moisés Martins.

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