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19/05/2011
Pastor Washington denuncia risco de má esterilização do Pronto Socorro de Cuiabá

Através da denúncia de um servidor, enviada anonimamente para o vereador Pastor Washington Barbosa (PRB), foram esclarecidas diversas irregularidades no Centro de Esterilização de Material (CME) do Pronto Socorro de Cuiabá. O local é considerado um dos mais importantes serviços realizados na maior unidade pública de saúde de Mato Grosso, porque todo material cirúrgico e que tem a função de penetração no corpo do paciente é passado por este Centro, para que seja feita a esterilização.

“E com as condições precárias e insalubres, atualmente, não garante a eficiência do serviço, que por sua vez pode levar qualquer paciente a uma infecção extrema e consequentemente a óbito”, argumenta Washington Barbosa.

Na sessão ordinária desta quinta-feira (19/05), o vereador denunciou, na tribuna, que, segundo a denúncia que lhe foi encaminhada, existem duas máquinas autoclaves semi-automáticas, da década de 80, que são utilizadas para esterilizar artigos através do calor úmido sob pressão.

Além de serem muito antigas, as máquinas estão em péssimas condições de uso. A parte posterior das autoclaves estão abertas, com vários fios de energia expostos oferecendo risco de explosão e até eletrocutar os profissionais que passam por lá, mencionando também que a caixa de alta tenção fica ao lado das máquinas que apresentam fios soltos mal conectados com sinais de desgaste e desorganização favorecendo ao máximo o acontecimento de acidentes.

Este local não tem segurança, a área deveria ser restrita, acontecem inúmeros relatos de pessoas estranhas, circulando pelo local, até mesmo dentro do CME. “Tudo acontece por que a porta e o corredor onde dá acesso à caixa de alta tensão e às máquinas, não tem fechaduras ou correntes que impeçam a passagem de indivíduos não autorizados.

Os testes físicos e químicos de controle de qualidade não são realizados por falta de material, com isso não se pode garantir a qualidade da esterilização.

Pastor Washington revela que ar-condicionado não funciona há muito tempo. Estão quebrados e, para substituir, é utilizado o ventilador, haja vista que, neste local, não pode ser usado este equipamento porque é ali que são manuseados os materiais estéreis, devendo estar em uma temperatura de no máximo 25° C (vinte e cinco graus Celsius). A exposição ao ventilador promove contaminação e proliferação de bactérias, sendo que a elevação da temperatura torna o ambiente propício a manifestação destes microorganismos, que se entrar em contato com o paciente pode levá-lo a morte.

As condições de trabalho são precárias quem realiza este serviço não utiliza EPI (Equipamento de Proteção Individual), as cadeiras não são impróprias, o ambiente é inadequado. Sem mencionar que algumas pessoas que trabalham no CME não têm qualificação necessária para executar as tarefas que seria o curso de Auxiliar de Enfermagem ou Técnico de Enfermagem, sendo que a maioria é agente operacional (estão em desvio de função, com ciência da Secretaria de Saúde), há informações de que os funcionários que são remanejados para este local são aqueles que apresentam problemas de saúde crônica e limitantes e também demais complicações de relacionamento.

É utilizado um produto químico para esterilização “Glutaron” extremamente carcinogênico, teratogênico e não tem EPI próprio para manusear, a sala onde é acomodado e manipulado o produto não é adequado, quando estão manipulando-o todos no setor inalam este químico que conseqüentemente passam mal , apresentam problemas de saúde e já teve servidores, deste local, que foi levado a morte apresentando câncer em seu organismo.  

 

Carcinogênico: Substancia isótopo radiação ou outro agente físico ou biológico que provoque, agrave ou sensibilize o organismo para o surgimento de um câncer.

 

Teratogênico: É a formação e desenvolvimento no útero de anomalias que levam a má  formação do feto.

 

“O povo de Cuiabá e outras regiões, que utilizam este serviço de saúde, merece mais respeito por parte dos administradores públicos, uma vez que são os cidadãos que pagam os seus impostos para encher os cofres do município e recebem um trabalho no Pronto-Socorro ineficiente, irresponsável e inescrupuloso, é inadmissível a continuidade deste trabalho sem fiscalização e as devidas providências cabíveis para resolver este problema”, argumentou o vereador Pastor Washington Barbosa.

Adrielle Piovezan / Ronaldo Pacheco / Assessoria da Gabinete



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