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26/04/2012
Monografia de acadêmica da UFMT poderá virar lei
Naiara Silva Gonçalves, acadêmica de Ciências Biológicas da UFMT
O Trabalho de Conclusão de Curso (monografia) de Naiara Silva Gonçalves, acadêmica de Ciências Biológicas da UFMT, poderá virar lei. Trata-se de um trabalho de pesquisa que catalogou a flora nativa centenária ainda existente nas praças, ruas e outros locais públicos de Cuiabá. Na sessão ordinária desta quinta-feira (26), a bióloga utilizou a tribuna livre do Legislativo Municipal para falar do seu trabalho. 

Naiara percorreu todos os polos da Capital para catalogar as espécies vegetais, dando ênfase à região central, devido ao processo desordenado de urbanização, aonde o concreto vem substituindo a cobertura vegetal. A monografia teve a orientação do professor Germano Guarim Neto e apoio do banco de dados do Grupo de Pesquisa da Flora, Vegetação e Etnobotânica (Flovet) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

O trabalho catalográfico realizado identificou importantes espécies do cerrado, como a Bocaiuva, o Chico Magro, o Carandá (“Gogó da Ema”) e a Chimbuva (ou Ximbuva).
“Estas plantas, além de influenciar diretamente na qualidade do rigoroso clima regional, ainda fazem parte da memória histórica, ambiental e cultural de Cuiabá”, afirma a bióloga.

A extinção de espécies como a Chimbuva (também conhecida por Orelha-de-Macaco e Timbó), por exemplo, significa, além dos fatores ambientais negativos, um duro golpe na cultura mato-grossense. É esta árvore que fornece a matéria-prima ao homem ribeirinho para a confecção de Canoas; de Gamelas; de Ganzá; e da Viola de Cocho, um dos principais símbolos da cultura de Mato Grosso, tombado como patrimônio imaterial do Estado e do País. 

Complementando o trabalho acadêmico, o vereador Edivá Alves (PSD) apresentou um projeto de lei para proteger mais de 100 exemplares de árvores centenárias na capital, tornando-as imunes ao corte.

Edivá justificou que não se trata de um projeto de sua autoria, mas sim de crédito da bióloga Naiara, e que ele apenas serviu como via de encaminhamento ao Poder Legislativo. Agora, solicita o apoio dos vereadores para a aprovação desta lei, que deverá ser creditada a todos.
“Se não pudermos proteger todas as árvores, pelo menos iremos proteger as mais exuberantes, bonitas e raras”, disse o vereador.

Tapaiúna Fraga



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