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18/03/2013
Vereador Toninho de Souza sugere ao prefeito Mauro Mendes a extinguir cartão corporativo
O vereador Toninho de Souza (PSD) usou a tribuna na sessão ordinária desta quinta-feira (14-03) para sugerir ao prefeito Mauro Mendes (PSB) a revogar o decreto lei que criou o cartão corporativo para o chefe do Executivo municipal e seus respectivos secretários. O parlamentar cobrou de Mendes a apresentar o extrato do saldo total do que já foi gasto com o crédito disponível para bancar despesas extras tanto em Cuiabá quanto em Brasília, onde a prefeitura mantém um escritório de representação. Caso não tenha gasto nenhum centavo em quase três meses de gestão, Souza cobra a extinção do cartão corporativo. A bancada do PT formada pelos vereadores Alan Kardec e Arílson da Silva deu total apoio ao pedido feito por Toninho de Souza.
 
 
Com atuação independente no Legislativo municipal, o vereador do PSD relembra que Mauro Mendes assim que assumiu o comando da prefeitura em janeiro passado recusou o salário de R$ 22 mil e mais a verba indenizatória a que tem direito no valor de R$ 20 mil. Toninho de Souza cobra a mesma atitude em relação ao cartão corporativo. "Se o prefeito Mauro Mendes recusou aumento de salário, verba indenizatória a quem tem direito, por que então ele não extingue o cartão corporativo. Tem algo de errado nisso. É preciso fazer este questionamento ao prefeito, que é milionário", ressalta o parlamentar.
 
 
Com o decreto assinado em abril do ano passado pelo ex-prefeito Chico Galindo (PTB), o atual prefeito e seu secretariado têm direito a gastar 10% do cartão corporativo em Cuiabá com dispensa de licitação. Em valores dá um total de R$ 8 mil. Já o secretário especial em Brasília, onde Cuiabá mantém um escritório de representação, pode gastar 20% também com dispensa de licitação. Neste caso, o valor sobe para R$ 16 mil. Até agora não foi apresentado nenhum balanço sobre os gastos feitos com o cartão corporativo da atual gestão sob comando de Mauro Mendes.
 
 
Para Toninho de Souza, autor do questionamento, se não há gasto, por que o atual prefeito não revoga a lei, extinguindo de vez o cartão corporativo. Além dos vereadores do PT, o vereador Clovito Hugueney (PTB) também endossou o pedido de informação feito por seu companheiro de parlamento. "É importante o prefeito apresentar o que já foi gasto com este cartão corporativo", cobrou Clovito.


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