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05/12/2007
Portadores de Lúpus lutam por gratuidade no transporte coletivo
Os Portadores de Doenças Reumática Auto-Imunes apelaram aos vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá para aprovarem o projeto de lei de autoria do vereador Lúdio Cabral (PT) que garante o direito a passagem gratuita no sistema de transporte coletivo em Cuiabá. O objetivo é garantir às pessoas acometidas pela doença a facilidade de locomoção e acesso ao tratamento e acompanhamento médico contínuo, requisito básico para a busca de melhor qualidade de vida.

A Lúpus Eritematoso Sistêmico, ou apenas Lúpus como é mais conhecida, é uma doença crônica causada por alterações no sistema imunológico do indivíduo cujos anticorpos reagem contra as células normais do próprio corpo gerando processos inflamatórios que podem afetar a pele, articulações, rins e outros órgãos vitais como pulmão, coração e cérebro.

Janaína Patrícia de Souza e Silva, presidente das APDRA disse na tribuna livre da casa que o acesso regular ao tratamento é indispensável para que as pessoas que sofrem com a doença conduzam o seu cotidiano normalmente com qualidade de vida.

Segundo a Associação de Portadores de Doenças Reumáticas Auto-imunes de Mato Grosso, o paciente necessita deslocar-se, em média três vezes por semana, para atividades relacionadas ao tratamento em Cuiabá (consultas, exames, atividades sócio-educativas e físicas, busca por medicamentos na rede) o que demanda custos financeiros. Com base nesta realidade, o projeto de lei estabelece o fornecimento de 24 passagens ao mês aos portadores da doença em acompanhamento médico.

Pesquisa realizada pela APDRA revela que a renda mensal familiar de 51% dos usuários varia de 1 à 3 salários mínimos. “Esses números indicam as dificuldades que estas famílias têm para responder as suas necessidades fundamentais.”, disse.

Outro agravante que se constatou quanto a situação de trabalho dos usuários é que 31% estavam desempregados, 16% recém auxílio doença do INSS e 12% são aposentados. dessas, 45% afirmaram que esta situação de trabalho era decorrente da doença e 40% estavam nessa condição há mais de 04 anos.

Considerando a realidade econômica dessa população, ainda, evidencia-se que 82% dos usuários têm dificuldade de acessar aos medicamentos necessários para tratamento da doença. Em decorrência da dificuldade no acesso desses medicamentos, 36% da população afirmaram que muitas vezes já interromperam o tratamento por falta de recursos para comprar medicamentos.

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