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26/07/2013
A importância da Educação na formação dos jovens

Néviton Fagundes

Andem por Cuiabá e observem, mas observem bem, tudo à sua volta: casas, ruas, prédios e, principalmente, pessoas. Observem os jovens, as crianças, os adultos, os idosos. Mas, principalmente, comecem pelos jovens, pelo que preconizam em suas vidas; até pelo que já lamentam como eventuais erros mundanos em fase ainda tenra. O cansaço precoce dos jovens é um desestímulo àqueles que potencializam neles a sequência existencial. Mas, por qual motivo ainda desmotivados a lutar? 

São observações que passam ao largo de um compromisso analítico aprimorado do equilíbrio humano. Podem nos deixar apreensivos em relação ao futuro. O adulto de hoje não conhece o jovem da atualidade. Sequer tem noção do que lhe passa pela cabeça. Quais questionamentos merecem ser contemplados na faixa prioritária de seus interesses usuais. Prevalece um sentimento de horizontes conflitantes ao redor dos que tentam harmonizar suas próprias vidas comuns.   

Na realidade, os jovens têm tudo a nos ensinar. Não que necessariamente estejam prontos para repassar ensinamentos acerca das questões conflitantes de tudo. Mas pelo fato de que são receptivos às mudanças inusitadas da realidade contemporânea.

O aprimoramento educacional dos jovens é inegável suporte para que visualizem etapas vindouras de exigências ainda mais desafiadoras aos seus propósitos de crescimento. Começa na fase intrauterina, a partir do chamamento vocacional hibernado na pirâmide hereditária.

Por aí já se explica alguns fatores que alguns costumam ficar surpresos, a exemplo da mesma conduta pessoal e até profissional de integrantes de uma mesma família.

Na qualidade de professor de Educação Física, tenho observado bem tudo isso de perto. Entendo tais nuances com olhar compreensivo de que somos reflexos de tudo que assimilamos lá e cá.

E ainda que muitos contestem, os jovens sabem ouvir, sim. O receio de parecer ultrapassados aos olhos modernos da juventude tem contribuído negativamente na construção de uma personalidade firme, obstinada, íntegra. A mesma que o mundo entende ser a ideal a qualquer ser humano.

A capacitação moral dos jovens é de fato um alicerce longínquo. Planta-se uma pequena semente para frutificar valores  

Paulo Freire mostra a necessidade da responsabilidade, do conhecimento e da generosidade do educador para que tenha competência, autoridade e liberdade. Defende a necessidade de exercermos nossa autoridade docente com a segurança fundada na competência profissional, aliada à generosidade. Ensinar exige comprometimento, sendo necessário que nos aproximemos cada vez mais de nossos discursos de nossas ações.

*Néviton Fagundes é professor e vereador por Cuiabá, pelo PTB 



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