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09/07/2018
Jovem oficial do Corpo de Bombeiros afirma que sua profissão é gratificante
Brunna Maria - Secom/Câmara de Cuiabá
A 2º Tenente de Bombeiros Beatriz Castelli fala da paixão pela profissão que abraçou
A cuiabana Beatriz Oliveira Castelli de Albuquerque, 27 anos, 2º tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, está lotada no 2º Batalhão de Várzea Grande. A oficial é uma das homenageadas pela Câmara Municipal na sessão solene de hoje (9), em homenagem ao Dia do Bombeiro. Bacharel em Direito pela UFMT, a tenente discorreu sobre a militância na área, que considera gratificante.

"Ingressei na Corporação em abril de 2015, via concurso público. Na época, ainda cursava Direito, e vinha tentando aprovação em alguns dos concursos abertos. O do Corpo de Bombeiros foi um deles. Tinha apenas uma vaga feminina, e aí resolvi tentar. Aprovada, tranquei a matrícula no 9º semestre e fui fazer o Curso de Formação de Oficiais em Goiânia, durante 2 anos. Já retornei como aspirante a oficial do Corpo de Bombeiros, também retomando meu curso universitário, hoje concluído".

O dia a dia do Corpo de Bombeiros, descreveu, é sem rotina, dinâmico, e o companheirismo é marco de convívio. "Atuo em setores diversos da Corporação, a exemplo da Seção de Suprimento e Manutenção do 2º Batalhão e Escala Operacional de Oficial de Área. Sou uma das que respondem eventualmente pelo setor, conforme a escala feita pelo diretor operacional responsável pelo serviço na Grande Cuiabá, que compreende os dois maiores municípios de Mato Grosso.  O atendimento da Corporação envolve ainda municípios da Baixada Cuiabana".

O Corpo de Bombeiros, também explicou a oficial, atende diuturnamente pelo telefone 193, e está sempre atuante para resguardar a segurança da população não apenas na área de incêndios, mas em todas as situações que envolvem risco à integridade humana e ao patrimônio.

"Participei diretamente de ações distintas na parte operacional, ou seja: incêndios em residências - sempre complexos - e resgate de suicidas. Ambos são procedimentos igualmente difíceis, exigentes de muito treinamento psicológico para entender a forma a exata de atuação, que deve ser o máximo precisa, a fim de evitar a efetivação de sinistros, óbitos”.

Outra ocorrência difícil – detalha - é em relação a acidentes de trânsito, quando as vítimas ficam presas nas ferragens. “Aí temos que cortar o carro acidentado, preocupados com o tempo, no caso de a vítima - ou vítimas - ainda estarem vivas. Em situações do tipo é imperioso agir de forma rápida e eficiente. Afinal, cada minuto conta como fator precioso na manutenção da vida".

"A Corporação é muito mais do que uma profissão: é um chamativo apaixonante. Ser bombeiro não se explica, é algo realmente forte, e posso traduzi-lo como um sentimento missionário puramente idealista"

Conforme a tenente, os bombeiros atuam em sintonia direta com as demais corporações militares e de segurança pública, como um todo, Polícias Civil e Militar. "Se for determinada a desapropriação de áreas habitadas por famílias na beira de córregos passíveis de inundação, por exemplo, o que coloca em risco a vida dessas pessoas, os bombeiros estarão presentes para acompanhar a execução dessa medida. A presença da nossa Corporação é unicamente focada em resguardar a segurança dos moradores. O Corpo de Bombeiros é guardião da vida, lema expresso no seu juramento: "Vidas alheias, riquezas a salvar". E temos isso como fundamento básico de todas as nossas ações".

Para Beatriz Castelli, o Corpo de Bombeiros representa hoje seu presente e futuro, e é o que também a oficial preconiza para seus companheiros de farda. "É um amor coletivo essa profissão. Ingressei no Corpo de Bombeiros via concurso, mas pretendo seguir carreira. Depois que entramos, não desejamos mais sair da Corporação. Não tinha esse sonho, na realidade, mas ele aconteceu, e é hoje minha paixão diária. Não me vejo atuando em outro setor que não seja essa área tão nobre. Salvar vidas é sempre uma missão especial".

"Mesmo a milhares de quilômetros da Tailândia, acompanhamos, de maneira sofrida, preocupante, a situação dos meninos presos numa caverna, felizmente resgatados pela determinação heroica de várias equipes experientes em mergulho"

Na análise da tenente, a situação dos meninos tailandeses, que ficaram presos durante dias num complexo de cavernas do País, trouxe preocupação angustiante também para todos os bombeiros. "A gente tem acompanhado os desdobramentos desse resgate, que, graças a Deus, está indo a contento. Hoje, pela manhã, já haviam retirado oito garotos, trabalho fantástico dos mergulhadores especialistas, oriundos de países que se solidarizaram com aquela situação. E ela se refletiu, em termos de solidariedade, no Brasil e em todos os quadrantes do Planeta. Nós, bombeiros, sentimos isso na pele, queríamos estar lá, poder auxiliar de alguma forma. É um envolvimento emocional e, também, profissional".

Para o futuro, projeta Beatriz Castelli, ela aspira chegar ao posto de coronel, graduação que promete valer pelo esforço desempenhado cotidianamente na Corporação. "Até lá, darei de mim o máximo que puder. Temos vários cursos de especialização no Corpo de Bombeiros: mergulho autônomo, salvamento em altura, salvamento terrestre, salvamento veicular (retirada de vítima), etc. A graduação oficial acontece pelo tempo de serviço. Mas os cursos nos auxiliam a atuar de forma mais técnica, especializada, cumprindo a contento as prerrogativas de segurança para os atendidos e os próprios militares. Isso porque toda operação envolve riscos, é preciso estar atentos continuamente".

João Carlos de Queiroz/Secretaria de Comunicação Social - CMC


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